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No primeiro episódio de "Black Mirror", uma das séries de ficção científica mais engenhosas dos últimos tempos, um primeiro-ministro britânico fictício é coagido a ter relações sexuais com um porco em direto na televisão.

O episódio foi para o ar pela primeira vez em 2011 e é uma reflexão provocadora sobre o poder das imagens e do espaço público que nos demonstra até onde pode ir o voyeurismo dos comuns dos mortais.

No mundo real, já em 2015, o mesmo espaço público delira agora com uma história que relaciona novamente um primeiro-ministro britânico, desta vez não tão fictício, com um porco (!)

A realidade tem destas coisas.

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"Black Mirror", "National Anthem"

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Pobre "Mad Men"...

por DT, em 21.09.15

Depois de anos a viver à sombra desse eucalipto televisivo que foi "Breaking Bad", é derrotado pela mais sensaborona temporada do "Game Of Thrones" até à data.

E pior do que isto tudo é eu ficar sem a dose anual recomendada de Christina Hendricks.

Não há direito.

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Apesar de, regral geral, não me considerar um indivíduo preguiçoso, basta dar uma vista de olhos à lista das minhas pendências para constatar que tenho uma inclinação pouco saudável para deixar as coisas se arrastarem para lá do aconselhável.

Ora vejamos:

Há mais de dois anos que tenho uma cárie num molar e não tenho planos para a ir tratar. Pode ser um dia o dente caia e me poupe uma ida ao dentista.

A revisão do carro está atrasada há mais de um ano e estou mais preocupado em saber como se desliga aquela luz que me avisa para ir fazer a revisão, do que em ir efetivamente fazer a revisão.

Só vou cortar o cabelo quando começo a demorar mais tempo a tentar penteá-lo do que a tomar o pequeno almoço.

Estou quase a ficar sem meias mas não tenho qualquer vontade de ir perder tempo para as lojas. Já pensei em aprender costura.

Ando há anos para negociar o contrato da televisão por cabo mas sempre que me tocam à porta finjo que não está ninguém em casa.

Tenho a morada desatualizada na carta de condução, cartão de cidadão e em praticamente todos os bancos.

Só limpo o interior da máquina de barbear quando já não consigo cortar a barba.

Admito que não me orgulho particularmente de nada destas coisas, mas... que lhe vamos fazer? A inércia é uma coisa tramada. Principalmente à sexta-feira.

 

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Durante as últimas 24 horas as redes sociais nacionais deleitaram-se com uma notícia sobre uma suposta gaffe do Centro de Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com as partilhas, o CEDERJ usou a imagem do nosso ilustre antigo primeiro ministro José Sócrates para promover o ensino superior à distância no país.

O que poucos sabem é que não houve nenhuma gaffe. Na verdade a pessoa que está naquela foto não é José Sócrates mais sim o seu irmão gémeo Josivaldo Sócrates.

Mas como é que nunca ouvimos falar deste Josivaldo?, perguntam os meus caros leitores. Ora ao bom jeito de uma telenovela brasileira, José e Josivaldo foram obviamente separados à nascença.

Enquanto José cresceu em Portugal e acabou por enveredar por uma bem sucedida carreira política em Portugal, o seu irmão Josivaldo foi enviado para o Brasil, onde foi criado por uma família humilde na favela do Jacarezinho no Rio de Janeiro. 

Com umas origens muito mais modestas que o irmão, Josivaldo tentou uma carreira no futebol. No entanto uma lesão quando ainda era uma jovem promessa afastou-o dos relvados. A ausência genética de qualquer talento, aliada à falta de contactos políticos, obrigou-o a passar grande parte da sua vida a trabalhar como "homem sandwich" para uma roulote de cachorros quentes. Quando tinha 40 anos foi descoberto na rua por um fotógrafo profissional que o escolheu como modelo fotográfico para uma base de dados de imagens.

O resto é história.

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Claro que há sempre a possibilidade de eu ter inventado esta treta porque não tinha nada para fazer. Mas para quê pensar muito sobre aquilo que se lê na Internet?

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Os primeiros dias de chuva

por DT, em 16.09.15

Sempre achei fascinante estes primeiros dias de chuva. Se por um lado encontramos pessoas de chinelos e t-shirt a tentar perceber o que é aquele líquido transparente que está a cair do céu, por outro temos os que envergam orgulhosamente o casaco mais pesado e peludo que conseguiram encontrar.

Lá pelo meio estou eu, de botas, chapéu de chuva e t-shirt, a perguntar-me porque raio é que não trouxe o casaco.

 

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Acolhe-se refugiada Síria.

por DT, em 15.09.15

Oferece-se casa, comida, roupa lavada.

É favor contactar 978376458.

Obrigado.

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Dina Salameh

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Já aqui o disse uma vez e volto a dizer: eu gosto de mulheres de sapatos rasos. Mulheres simples e confortáveis que percebam que a maior perfeição é a imperfeição (e não há nada que goste mais do que mulheres imperfeitas) e que a melhor maquilhagem é a que não se usa. Mulheres que gostem da calçada portuguesa, que estejam sempre preparadas para o que não se prepara, e, acima de tudo, que não se importem de trocar beijos quando menos se espera.

Fácil, não é?

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Vão desculpar-me mas...

por DT, em 26.01.15

... sempre que vejo uma publicação no Facebook com mais do que duas linhas, fujo a sete pés.

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Sobre o riso na idade da Internet

por DT, em 12.01.15

Não tenho nada contra os atalhos linguísticos da geração sms. É uma consequência natural da evolução dos meios e são legitimados pelo respetivo contexto. Não são a coisa mais bonita do mundo, mas a maioria é perfeitamente aceitável. No entanto, e como não há regra sem exceção, há dois em particular que me irritam de sobremaneira.

Mas quem é que no seu perfeito juízo se ri com um "kkkkkkkkkkkk"?

E o que dizer do "rsrsrsrsrs"? Só posso aceitar que alguém se ria assim se estiver a ter um AVC.

Afinal de contas qual é o problema do "ah ah ah ah"? 

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Afinal quem é o Charlie?

por DT, em 09.01.15

Afinal de contas quem é o Charlie do Charlie Hebdo? O Charlie Chaplin? O Charlie Sheen? O Charlie da Fábrica de Chocolates? 

Na realidade o Charlie do Charlie Hebdo (Hebdo é abreviatura de hebdomadaire, ou seja, semanário) roubou o nome ao Charlie Brown, dos Peanuts, o pequeno amigo de camisola amarela criado por Charles M. Schulz, que em última instância também já tinha pedido o nome emprestado ao própio criador.

O nome atual da revista satírica aparece em 1981 para contornar a suspensão da publicação Hara-Kiri Hebdo e baseia-se numa outra publicação menos polémica, o Charlie Mensuel, uma revista de banda-desenhada mensal que publicava originalmente as tiras dos Peanuts.

Claro que a escolha do nome também não foi inocente ao facto do presidente francês que esteve na origem da suspensão do jornal se chamar Charles De Gaule, mas, seja como for, o Charlie Brown é um tipo mais simpático.

 

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